sexta-feira, 11 de junho de 2010

YOU ARE MANE



I have called you by name, you are mine. When you pass through the waters, I will be with you;

For I am the Lord your God, the Holy One of Israel, your Savior. (Isaiah 43:1-3)

The love of God is like a Light that enters our heart and shines upon our souls with the Presence of God…

Nothing will ever separate you from my love.

I will always comfort you.

God created you out of pure divine love.
God made you to his image and in love with you.
God made you to love because you are a being of love -
made of love and made to learn to love.
God created you out of pure divine love.
God made you to his image and in love with you.

UM RENOVADO COMPROMISSO DA VIDA CONSAGRADA:PARTIR DE CRISTO

INTRODUÇÃO

Contemplando o esplendor do rosto de Cristo

1.Contemplando o rosto crucificado e glorioso1 de Cristo e testemunhando o Seu amor no mundo, as pessoas consagradas acolhem com alegria, no início do terceiro milênio, o urgente convite do Santo Padre João Paulo II a fazer-se ao largo: «Duc in altum!» (Lc 5, 4). Tais palavras, ressoadas em toda a Igreja, suscitaram uma nova grande esperança, reavivaram o desejo de uma vida evangélica mais intensa e abriram de par em par os horizontes do diálogo e da missão.

Talvez hoje, como nunca, o convite de Jesus a fazer-se ao largo revela-se como resposta ao drama da humanidade, vítima do ódio e da morte. O Espírito Santo sempre obra na história e pode tirar dos dramas humanos um discernimento dos acontecimentos, aberto ao mistério da misericórdia e da paz entre os homens. O Espírito, com efeito, da própria agitação das nações, suscita em muitos a nostalgia de um mundo diferente e que já se faz presente em meio a nós. Confirma-o João Paulo II aos jovens, quando os exorta a que sejam «sentinelas da manhã» que velam, fortes na esperança, à espera da aurora.2

Certamente, os dramáticos acontecimentos do mundo, nestes últimos anos, impuseram aos povos interrogativos novos e mais graves, que se vieram a somar aos já presentes, surgidos com respeito à orientação de uma sociedade globalizada, ambivalente na realidade, na qual «não se globalizaram apenas a tecnologia e a economia, mas também a insegurança e o medo, a criminalidade e a violência, as injustiças e as guerras».3

Nesta situação, as pessoas consagradas são chamadas pelo Espírito a uma constante conversão para dar uma nova força à dimensão profética da sua vocação. Elas, de fato, «chamadas a colocarem a própria existência ao serviço da causa do Reino de Deus, deixando tudo e imitando mais de perto a forma de vida de Jesus Cristo, assumem um papel eminentemente pedagógico para todo o Povo de Deus».4

O Santo Padre se fez intérprete desta expectativa na sua Mensagem aos Membros da última Plenária da nossa Congregação: «A Igreja — ele escreve — conta com a dedicação constante desta multidão eleita de filhos e filhas, com a sua aspiração à santidade e com o entusiasmo do seu serviço para favorecer e apoiar a tensão de todo o cristão para a perfeição e reforçar o solidário acolhimento do próximo, especialmente do mais necessitado. Deste modo, é testemunhada a presença vivificante da caridade de Cristo entre os homens».5

Caminhando sobre as pegadas de Cristo

2. Mas como decifrar no espelho da história, bem como no da atualidade, os vestígios e sinais do Espírito e as sementes do Verbo, presentes hoje como sempre na vida e na cultura humana?6 Como interpretar os sinais dos tempos numa realidade como a nossa, na qual abundam as zonas de sombra e de mistério? É necessário que o próprio Senhor se faça nosso companheiro de viagem — como com os discípulos que iam em direção a Emaús — e nos dê o seu Espírito. Somente Ele, presente entre nós, pode fazer-nos compreender plenamente a sua Palavra e atualizá-la, pode iluminar as mentes e aquecer os corações.

«Eis que eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo» (Mt 28, 20). O Senhor Ressuscitado permanece fiel a esta promessa. Ao longo de dois mil anos de história da Igreja, graças ao seu Espírito, fez-se constantemente presente nela, iluminando-lhe o caminho, cumulando-a de graça, infundindo-lhe a força para viver, sempre com maior intensidade, a sua Palavra e para desempenhar a missão de salvação, como sacramento da unidade dos homens com Deus e entre si.7

A vida consagrada, no contínuo suceder-se e afirmar-se de formas sempre novas, é já, em si mesma, eloqüente expressão desta sua presença, quase uma espécie de Evangelho desdobrado nos séculos. Ela aparece, com efeito, como «prolongamento na história de uma especial presença do Senhor ressuscitado».8 Desta certeza, as pessoas consagradas devem auferir um impulso renovado, fazendo dela a força inspiradora do seu caminho.9

A sociedade hodierna espera ver nelas o reflexo concreto do agir de Jesus, do Seu amor por cada pessoa, sem distinções ou adjetivos qualificativos. Quer experimentar que é possível dizer com o apóstolo Paulo «Esta minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé, crendo no Filho de Deus, que me amou e por mim se entregou» (Gl 2, 20).

Passados cinco anos da Exortação Apostólica Vita consecrata

3.Para ajudar no discernimento que procura tornar sempre mais segura esta vocação particular e sustentar, hoje, as corajosas opções de testemunho evangélico, a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica celebrou a sua Plenária entre os dias 25 e 28 de Setembro de 2001.

Em 1994, a IX Assembléia ordinária do Sínodo dos Bispos, completando a exposição «das peculiaridades características dos vários estados de vida que o Senhor Jesus quis na sua Igreja»,10 depois dos Sínodos dedicados aos leigos e aos presbíteros, estudou A vida consagrada e a sua missão na Igreja e no mundo. O Santo Padre João Paulo II, recolhendo as reflexões e as esperanças da Assembléia sinodal, ofereceu a toda a Igreja a Exortação Apostólica Pós-Sinodal Vita consecrata.

Passados cinco anos da publicação deste fundamental Documento do Magistério eclesial, o nosso Dicastério, durante a Plenária, interrogou-se a respeito da eficácia com a qual foi este acolhido e levado à prática no seio das comunidades e dos institutos, assim como nas Igrejas particulares.

A Exortação Apostólica Vita consecrata soube exprimir com clareza e profundidade a dimensão cristológica e eclesial da vida consagrada numa perspectiva teológico-trinitária que ilumina com nova luz a teologia do seguimento e da consagração, da vida fraterna em comunidade e da missão; contribuiu em criar uma nova mentalidade no que concerne à sua missão no Povo de Deus e ajudou as mesmas pessoas consagradas a tomar uma maior consciência da graça da própria vocação.

É mister que este documento programático continue a ser aprofundado e levado à prática. Ele permanece o ponto de referência mais significativo e necessário para guiar o caminho de fidelidade e de renovação dos Institutos de vida consagrada e das Sociedades de vida apostólica, permanecendo, outrossim, aberto no sentido de suscitar perspectivas válidas de novas formas de vida consagrada e de vida evangélica.

Partir na esperança

4.O Grande Jubileu do Ano 2000 marcou profundamente a vida da Igreja e nele comprometeu-se fortemente toda a vida consagrada, em todas as partes do mundo. No dia 2 de Fevereiro de 2000, celebrou-se em todas as igrejas particulares, precedido por oportuna preparação, o Jubileu da vida consagrada.

No termo do Ano Jubilar, a fim de que cruzássemos todos juntos o umbral do novo milênio, o Santo Padre quis recolher o legado das celebrações jubilares na Carta Apostólica Novo millennio ineunte. Neste texto, com extraordinária, mas não imprevista, continuidade, encontram-se alguns temas fundamentais, de algum modo já antecipados na Exortação Vita consecrata: Cristo, centro da vida de cada cristão,11 a pastoral e a pedagogia da santidade, o seu caráter exigente, a sua medida alta na vida cristã ordinária,12 a exigência difundida de espiritualidade e de oração, vivida especialmente na contemplação e na escuta da Palavra de Deus,13 a incidência insubstituível da vida sacramental,14 a espiritualidade de comunhão15 e o testemunho do Amor que se expressa por meio duma nova fantasia da caridade junto a quem sofre, junto a um mundo ferido e escravo do ódio, assim como no diálogo ecumênico e inter-religioso.16

Os Padres da Plenária, partindo dos elementos já adquiridos pela Exortação Apostólica e postos, pela experiência do Jubileu, frente às necessidades de um renovado compromisso de santidade, evidenciaram os interrogativos e as aspirações que, nas diversas partes do mundo, as pessoas consagradas advertem, resgatando-lhes os aspectos mais relevantes. O escopo deles não foi o de oferecer um ulterior documento doutrinal, mas sim o de ajudar a vida consagrada a entrar nas grandes indicações pastorais do Santo Padre, com o contributo da sua autoridade e do seu serviço carismático em prol da unidade e da missão universal da Igreja. Um dom que se retribui e se leva à prática com a fidelidade ao seguimento de Cristo, segundo os conselhos evangélicos, e com a força da caridade, vivida cotidianamente na comunhão fraterna e numa generosa espiritualidade apostólica.

As Assembléias especiais do Sínodo dos Bispos, de índole continental, que escandiram a preparação para o Jubileu, interessaram-se já pela contextualização eclesial e cultural das aspirações e dos desafios da vida consagrada. Os Padres da Plenária não tiveram a intenção de retomar uma análise da situação. Em forma mais simples, observando o hoje da vida consagrada e sempre atentos às indicações do Santo Padre, convidam os consagrados e as consagradas, em cada um de seus ambientes e culturas, a que se apóiem sobretudo na espiritualidade. A sua reflexão, recolhida nestas páginas, articula-se em quatro partes. Depois de ter reconhecido a riqueza da experiência que a vida consagrada está vivendo atualmente na Igreja, quiseram exprimir a sua gratidão e plena estima pelo que ela é e pelo que ela faz (I Parte). Não se ocultaram as dificuldades, as provas e os desafios aos quais os consagrados e as consagradas estão hoje submetidos, contudo foram estes lidos como uma nova oportunidade para descobrir, de modo mais profundo, o sentido e a qualidade da vida consagrada (II Parte). O apelo mais importante é o de um renovado empenho na vida espiritual, partindo de Cristo no seguimento do Evangelho e vivendo, de modo particular, a espiritualidade da comunhão (III Parte). Finalmente, os Padres quiseram acompanhar as pessoas consagradas pelos caminhos do mundo, por onde encaminhou-se Cristo e onde está presente hoje, onde a Igreja O proclama Salvador do mundo, onde o pulsar trinitário da caridade dilata a comunhão numa renovada missão (IV Parte).



PRIMEIRA PARTE

PRESENÇA DA CARIDADE DE CRISTO
EM MEIO À HUMANIDADE

5. Dirigindo o olhar para a presença e o variado engajamento que consagrados e consagradas levam a todos os campos da vida eclesial e social, os Padres da Plenária quiseram manifestar-lhes sincero apreço, reconhecimento e solidariedade. Este é o sentir de toda a Igreja, que o Papa, dirigindo-se ao Pai, fonte de todo o Bem, assim exprime: «Agradecemo-Vos o dom da vida consagrada, que na fé Vos procura e, na sua missão universal, convida a todos a caminharem para Vós».17 Através de uma existência transfigurada, ela participa da vida da Trindade, confessando-lhe o amor que salva.18

As pessoas consagradas merecem, verdadeiramente, a gratidão da comunidade eclesial: monges e monjas, contemplativos e contemplativas, religiosos e religiosas dedicados às obras de apostolado, membros dos institutos seculares e das sociedades de vida apostólica, eremitas e virgens consagradas. A sua existência dá testemunho de amor a Cristo quando eles se encaminham pelo seu seguimento, tal como este se propõe no Evangelho e, com íntima alegria, assumem o mesmo estilo de vida que Ele escolheu para Si.19 Esta louvável fidelidade, embora não procurando outra aprovação que a do Senhor, «constitui memória viva da forma de existir e atuar de Jesus, como Verbo encarnado face ao Pai e aos irmãos».20

Um caminho no tempo

6. É, precisamente, no simples cotidiano que a vida consagrada cresce, em progressivo amadurecimento, a fim de se tornar anúncio de um modo de viver alternativo aos do mundo e da cultura dominante. Com o estilo de vida e a busca do Absoluto, sugere quase que uma terapia espiritual para os males do nosso tempo. Por isso, no coração da Igreja, representa uma bênção e um motivo de esperança para a vida humana e para a própria vida eclesial.21

Além da presença ativa de novas gerações de pessoas consagradas que tornam viva a presença de Cristo no mundo, bem como o esplendor dos carismas eclesiais, é igualmente significativa, de modo particular, a presença escondida e fecunda de consagrados e consagradas que conhecem a velhice, a solidão, a doença e o sofrimento. Ao serviço que já prestaram e à sabedoria que podem ainda compartilhar com os demais, acrescentam eles a própria e preciosa contribuição, unindo-se com a sua oblação ao Cristo padecente e glorificado, em favor de seu Corpo que é a Igreja (cfr. Cl 1, 24).

7. A vida consagrada prosseguiu, nestes anos, caminhos de aprofundamento, purificação, comunhão e missão. Nas dinâmicas comunitárias intensificaram-se as relações pessoais, tendo-se reforçado, junto a isso, o intercâmbio cultural, reconhecido como benéfico e estimulante para as próprias instituições. Aprecia-se um esforço louvável por encontrar um exercício da autoridade e da obediência mais inspirado no Evangelho que afirma, ilumina, convoca, integra e reconcilia. Na docilidade às indicações do Papa, cresce a sensibilidade aos pedidos dos Pastores e incrementa-se a colaboração formativa e apostólica entre os Institutos.

As relações com toda a comunidade cristã se vão configurando de um modo sempre melhor como intercâmbio de dons na reciprocidade e na complementariedade das vocações eclesiais.22 É, com efeito, nas Igrejas locais que se podem estabelecer aquelas linhas programáticas concretas que permitam ao anúncio de Cristo chegar até as pessoas, plasmar as comunidades, incidir profundamente, através do testemunho dos valores evangélicos, na sociedade e na cultura.23

De meras relações formais, passa-se prazenteiramente a uma fraternidade vivida no recíproco enriquecimento carismático. É um esforço que pode ajudar a todo o Povo de Deus, porquanto a espiritualidade da comunhão confere alma ao aspecto institucional, com um sentido de confiança e abertura que responde plenamente à dignidade e à responsabilidade de cada batizado.24

Para a santidade de todo o Povo de Deus

8. O chamado a seguir a Cristo com uma especial consagração é um dom da Trindade para todo o Povo de eleitos. Vendo no batismo a origem sacramental comum, consagrados e consagradas vão ao encontro dos outros fiéis, para compartilhar a vocação à santidade a ao apostolado. Ao serem sinais desta vocação universal, eles manifestam a missão específica da vida consagrada.25

As pessoas consagradas receberam, para o bem da Igreja, o chamado a uma «nova e especial consagração»,26 que compromete a viver, com amor apaixonado, a forma de vida de Cristo, da Virgem Maria e dos Apóstolos.27 No mundo atual, faz-se urgente um testemunho profético apoiado «sobre a afirmação da primazia de Deus e dos bens futuros, como transparece do seguimento e imitação de Cristo casto, pobre e obediente, votado completamente à glória do Pai e ao amor dos irmãos e irmãs».28

Das pessoas consagradas, expande-se sobre a Igreja um persuasivo convite a considerar o primado da graça e a responder-lhe mediante um generoso compromisso espiritual.29 Não obstante os amplos processos de secularização, os fiéis advertem uma generalizada exigência de espiritualidade, muitas vezes expressa numa renovada carência de oração.30 Os acontecimentos da vida, mesmo corriqueiros, põem-se como interrogativos a serem lidos sob a ótica da conversão. A dedicação dos consagrados ao serviço de uma qualidade evangélica da vida contribui para manter viva, em muitos modos, a prática espiritual em meio ao povo cristão. As comunidades religiosas procuram sempre mais ser lugares para a escuta e a partilha da palavra, para a celebração litúrgica, a pedagogia da oração, o acompanhamento e a direção espiritual. Então, ainda que sem o pretender, a ajuda dada aos outros retorna numa recíproca vantagem.31

Em missão para o Reino

9. À imitação de Jesus, os que Deus chama a seu seguimento são consagrados e enviados ao mundo para continuar-lhe a missão. Antes bem, a própria vida consagrada, sob a ação do Espírito Santo, faz-se missão. Quanto mais os consagrados se deixam conformar com Cristo, tanto mais O tornam presente e operante na história para a salvação dos homens.32 Abertos às necessidades do mundo na perspectiva de Deus, olham para um futuro com sabor de ressurreição, dispostos a seguir o exemplo de Cristo, que veio entre nós para dar a vida, e vida em abundância (cfr. Jo 10, 10).

O zelo pela instauração do Reino de Deus e pela salvação dos irmãos vem assim a constituir a melhor prova de uma doação autenticamente vivida pelas pessoas consagradas. Eis porque cada uma de suas tentativas de renovação traduz-se num novo impulso para a missão evangelizadora.33 Aprendem a escolher com o auxílio de uma formação permanente, caracterizada por intensas experiências espirituais que levam a decisões corajosas.

Nas intervenções dos Padres, durante a Plenária, bem como nas relações apresentadas, suscitou admiração a multiforme atividade missionária dos consagrados e das consagradas.

Percebe-se, de um modo particular, a preciosidade do trabalho apostólico desempenhado, com a generosidade e a peculiar riqueza inerente ao “gênio feminino”, pelas mulheres consagradas. Este merece o maior reconhecimento por parte de todos, pastores e fiéis. Porém, o caminho empreendido se deve ainda aprofundar e ampliar, «é, portanto, urgente realizar alguns passos concretos, começando pela abertura às mulheres de espaços de participação nos vários setores e a todos os níveis, mesmo nos processos de elaboração das decisões».34

Um agradecimento seja dirigido, sobretudo, a quem se encontra na linha de frente. A disponibilidade missionária afirmou-se com uma corajosa expansão em direção aos povos que esperam o primeiro anúncio do Evangelho. Jamais quiçá, como nestes últimos anos, foram conhecidas tantas novas fundações, precisamente em momentos onerados pela dificuldade numérica sofrida pelos Institutos. Procurando, entre as indicações da história, uma resposta para as expectativas da humanidade, o empreendimento e a audácia evangélica impeliram consagrados e consagradas a lugares difíceis até ao risco e ao efetivo sacrifício da vida.35

Com renovada solicitude, muitas pessoas consagradas encontram, no exercício das obras de misericórdia evangélica, enfermos que curar, necessitados de todo o tipo, aflitos por antigas e novas formas de pobreza. Inclusive outros ministérios, como o da educação, recebem deles uma contribuição indispensável que faz amadurecer a fé, através da catequese, ou exercita um verdadeiro apostolado intelectual. Tampouco deixam de sustentar com sacrifício e colaborações sempre mais amplas a voz da Igreja nos meios de comunicação que promovem a transformação social.36 Uma opção convencida e forte levou ao aumento do número de religiosos e religiosas que vivem entre os excluídos. Numa humanidade em movimento, quando tantas pessoas vêem-se obrigadas a emigrar, estes homens e mulheres do Evangelho se dirigem à «fronteira» por amor a Cristo, fazendo-se próximos dos últimos.

Igualmente significativa é a contribuição eminentemente espiritual que as monjas oferecem à evangelização. Tal contribuição é «alma e fermento das iniciativas apostólicas, deixando a quem compete por vocação a participação ativa nas mesmas».37 «Assim a sua vida se torna uma fonte misteriosa de fecundidade apostólica e de bênção para a comunidade cristã e para o mundo inteiro».38

Enfim, é mister recordar que, nestes últimos anos, o Martirológio das testemunhas da fé e do amor na vida consagrada enriqueceu-se ulterior e notavelmente. As situações difíceis exigiram de não poucas entre elas a extrema prova de amor em genuína fidelidade ao Reino. Consagrados a Cristo e ao serviço de seu Reino testemunharam a fidelidade do seguimento até a cruz. Diversas foram as circunstâncias e várias as situações, porém única a causa do martírio: a fidelidade ao Senhor e a seu Evangelho: «pois não é a pena que faz o mártir, mas sim a causa».39
Dóceis ao Espírito

10.Este é um tempo no qual o Espírito irrompe, abrindo novas possibilidades. A dimensão carismática das diversas formas de vida consagrada, embora sempre em processo e jamais terminada, prepara na Igreja, em sinergia com o Paráclito, o advento d'Aquele que é já o futuro da humanidade em caminho. Como Maria Santíssima, a primeira consagrada, gerou a Cristo, pelo poder do Espírito Santo e pelo dom total de si, para redimir a humanidade com uma doação de amor, assim, as pessoas consagradas, perseverando na abertura ao Espírito criador e mantendo-se numa humilde docilidade, são chamadas hoje a apostar na caridade, «frutificando no compromisso dum amor ativo e concreto por cada ser humano».40 Existe um laço particular de vida e dinamismo entre o Espírito Santo e a vida consagrada, por isso as pessoas consagradas devem perseverar na docilidade ao Espírito criador. Ele obra segundo o querer do Pai para o louvor da graça que foi concedida aos consagrados no Filho bem-amado. E é o mesmo Espírito que irradia o esplendor do mistério sobre toda a existência, gasta pelo Reino de Deus e pelo bem de multidões tão carentes quanto abandonadas. Também o futuro da vida consagrada se confia ao dinamismo do Espírito, autor e dispensador dos carismas eclesiais, postos por Ele a serviço da plenitude do conhecimento e da realização do Evangelho de Jesus Cristo.

Fonte Vaticano, (Junho de 2002)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

You are My Child,


You may not know me,
but I know everything about you.
Psalm 139:1

I know when you sit down and when you rise up.
Psalm 139:2

I am familiar with all your ways.
Psalm 139:3

Even the very hairs on your head are numbered.
Matthew 10:29-31

For you were made in my image.
Genesis 1:27
In me you live and move and have your being.
Acts 17:28

For you are my offspring.
Acts 17:28

I knew you even before you were conceived.
Jeremiah 1:4-5

I chose you when I planned creation.
Ephesians 1:11-12

You were not a mista
ke,
for all your days are written in my book.
Psalm 139:15-16

I determined the exact time of your birth
and where you would live.
Acts 17:26

You are fearfully and wonderfully made.
Psalm 139:14

I knit you together in your mother's womb.
Psalm 139:13

And brought you forth on the day you were born.
Psalm 71:6

I have been misrepresented
by those who don't know me.
John 8:41-44

GOD IS LOVE

I have called you by name, you are mine. When you pass through the waters, I will be with you;

For I am the Lord your God, the Holy One of Israel, your Savior. (Isaiah 43:1-3)

The love of God is like a Light that enters our heart and shines upon our souls with the Presence of God…

Nothing will ever separate you from my love.
I will always comfort you.
God created you out of pure divine love. God made you to his image and in love with you.

God made you to love because you are a being of love - made of love and made to learn to love.

God created you out of pure divine love. God made you to his image and in love with you.

segunda-feira, 29 de março de 2010

"Como Eu Fiz, Fazei-voz também"

Nós confiamos em ti mesmo que estejamos confusas por causa dos nossos pecados. O teu amor fiel, dá-nos conforto e cura a nossa fragilidade.
Abre, Senhor, o nosso coração à escuta da tua Palavra Leva-nos à conversão. A tristeza desaparecerá e o teu amor nos fará novos e novas. Esqueceremos o passado, e por todos os séculos. Ámen.

Proclamação do evangelho: Jo 13, 1-17

COMENTÀRIOS DIANTE DO POSTER DO LAVA- PÈS

Em Jesus, Deus revela-se nosso servo. Colocou-se à nossa disposição, pronto para obedecer ás nossas mais profundas necessidades; pronto para ouvir os nossos desejos.

Qual é a medida do amor?

“Jesus, depois de ter amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.” A medida do amor é não ter medida. Para Jesus, “amar até ao fim” não é um facto cronológico, mas a intensidade do amor: mais do que isto, é impossível. Um amor que não faz cálculos, não é possível medir. É total. Sabe chegar ao dom da VIDA. Um amor que não só encha boca de palavras, ou faz bater mais fortemente o coração, mas um amor que se ajoelha diante da pessoa amada ea serve na condição, em que encontra. Jesus Ajoelhado diante de Pedro mostra-lhe qual deve ser a medida do seu amor.
Para responder ao Amor

Amar é uma decisão.

Eu decido envolver-me afectivamente. Eu escolho amar. Tal decisão investe a escolha de vida e è parte integrante do caminho de sequela de Jesus.
Devo decidir amar, todos os dias amar a minha história, a minha vida, as pessoas que estão ao meu redor.

Todos os dias, o Senhor espera o meu Sim, diferente do seu, que sabe a eternidade. O meu é pronunciado na humanidade que deseja caminhar para a meta que ainda não no alcanço. Aprender a amar è pronunciado na humanidade que deseja caminhar com uma liberdade interior que passa do EU ao NÒS; é colocar-se em sintonia com um projecto d Deus que è amor e deseja para nós AMOR.

O exame de consciência não é principalmente um dobrar-se sobre mim mesma, ou uma introspecção escrupulosa, mas um olhar voltado para Jesus Crucificado que me amou desde sempre, ama-me a cada instante, precedeu-me no amor, oferece-me o perdão e leva-me ao abraço reconciliador do Pai.

Partir do agradecimento

Reconheço, numa situação concreta, os sinais de amor do Senhor por mim antes da minha resposta há sempre um chamamento de Deus. Ele ajudar-me a encontrar a verdadeira motivação para pedir perdão.

Peço o dom reconhecer os meus pecados. È acção da graça de Deus que me torna capaz de reconhecer a forma como respondi a quanto a sua vontade me pedia, neste momento. Por isto, com simplicidade, peço este dom, gratuitamente.

Reconheço o meu pecado e manifesto a minha dor. O Senhor pede-me para cooperar com o dom da conversão e para ser activamente empenhada na mudança que me propõe
Da forma como vivi as “graças”, posso agora verificar os sinais da minha ingratidão, do meu pecado, e manifestar-lho, sem muitos rodeios também aquilo em que eu errei, no passado, serve para ir conhecendo e pedindo sinceramente perdão, possa ter um amanhã diferente.

Empenho-me junto de Deus

Procuro compreender como posso recomeçar o caminho com o Senhor e formulo um propósito para o futuro.

...”amou-os até o fim”

Correspondi a este amor, quando:

 Amei a Deus Pai como filha, acolhendo o seu amor gratuito e fiel;
 Coloquei nele toda a minha confiança, não me deixando levar pelo desânimo;
 Considerei a minha comunidade, as minhas irmãs, a minha missão, os meus programas, as minhas ideias ou outras coisas boas, como dom de Deus;
 Fui testemunha transparente do amor de Deus, na minha vida pública e privada.

“Como Eu fiz, fazei-o vos também”

Isto significa:
 Colaborar, para criar um clima de reconciliação, com paciência e espírito de serviço, no lugar onde passo o meu dia;
 partilhar os meus bens materiais, espirituais e o meu tempo, com os mais necessitados;
 nunca permitir, onde quer que eu esteja, que haja agressividade, plavras injuriosas e pouco respeito para minha irmã.

“Senhor, não só os pés...”

Para crescer no amor, e necessário:
 Sentir que a minha vida tem uma direcção fundamental e empenhar-me para superar a resistência, o egoísmo e o ressentimento;
 Procurar crescer nas virtudes, nos valores da humildade contra a soberba, da generosidade contra a avareza, da caridade contra a inveja, da diligência contra a preguiça da paciência contra a ira;
 Usar sempre o tempo, para multiplicar os meus talentos, aperfeiçoar os dons recebidos, dar a Deus e colocar-me ao serviço dos irmãos, irmãs;
 Esforçar-me para progredir na vida espiritual, através da oração, da leitura e da meditação da Palavra de Deus;
 Testemunhar, na vida do dia-a-dia, o encontro com Cristo que mudou a minha vida.

Como poderei encontrar e amar os outros, se não consigo encontrar nem amar a mim mesma?

Senhor, Tu que me amas, assim como sou e não como eu sonho:
 Ajuda-me a aceitar a minha condição de pessoa limitada, mas chamada a superar-me;
 Ensina-me a viver com as minhas luzes e minhas sombras, com as minhas doçuras e os meus actos de cólera; com os meus sorrisos e as minhas lágrimas; com o meu passado e com o meu presente;

 Dà-me a graça de acolher-me como Tu me acolhes, de amar-me como Tu me amas;

 Liberta-me do tipo de perfeição que eu pretendo ser e abre a santidade que queres dar-me;

 Concede-me o arrependimento de Pedro, que encontrou no silêncio do teu olhar cheio de ternura e misericórdia. E se devo chorar, não seja por mim mesma, mas sobre o teu amor não correspondido.
Que a tua ternura, Senhor, por fim, me torne amável
Dá-me a coragem de sair de mim mesma.
Diz-me que todo è possível para aquele que crê.
Diz-me que posso ainda curar-me à luz do teu olhar e da tua palavra.

(M.Hubaut)

Salmo 103

Bendiz ó minha alam, o Senhor,
e todo o meu ser louve o seu nome santo.

Bendiz, ò minha alma, o Senhor,
e não esqueça nenhuma dos seus benefícios.

É ele quem perdoa as tuas culpas
e cura todas as tuas enfermidades.

É ele quem resgata a tua vida do túmulo
e te enche de graça e de ternura.

O Senhor é misericordioso e compassivo,
é paciente e cheio de amor.

Na verdade, Ele sabe de que somos formados;
não se esquece de que somos pó da terra.

O amor do Senhor é eterno para os que o temem
e a sua justiça chega aos filhos dos seus filhos,
para que guardam a sua aliança
e se lembram de cumprir os seu preceitos.

Bendizei o Senhor, todos os seu exército de actos,
Que sois seus servos e executores da sua vontade.
Bendizei o Senhor, todas as suas obras,
Em todos os lugares do seu domínio.
Bendiz ó minha alma o Senhor!

Pai-nosso...

(ir. Mendes, SSpS)

quarta-feira, 24 de março de 2010

Festa de Anunciação do Senhor (25 de Março)


Festa de Anunciação do Senhor (25 de Março)

Celebramos hoje a festa da Anunciação do Senhor. O Filho de Deus fez-se Homem no seio da Virgem Maria, que O concebeu por obra do Espírito Santo. Maria disse que sim ao anúncio do Anjo S. Gabriel. É o início do grande Mistério da Encarnação que hoje celebramos.
Demos graças a Deus e ao Seu amor infinito por cada humanidade e cada uma de nós

HINO

Quero ser como tu
Quero ser como tu, como tu, Maria, como tu, um dia,
Como tu, Maria.

Quero levar Jesus, como tu, Maria, como tu, um dia,
Como tu, Maria.

Quero me consagrar, como tu, Maria, como tu, um dia,
Como tu, Maria.

Quero dizer meu Sim, como tu, Maria, como tu, um dia,
Como tu, Maria

1. O Anjo Gabriel foi enviado à esposa de José, a Virgem Maria

Perante o amor de Deus que faz dom de si à Humanidade, Maria também faz o seu dom de amor. A sua resposta de fé está unida à esperança e à caridade: crê no cumprimento das promessas de Deus e amadurece uma doação total e perene ao serviço do reino de Deus na terra. – (Estêvão de Fiores)

Maria é a fonte. Maria é a Mãe que introduz Cristo no mundo. É o centro e vértice da Humanidade. É Mãe por solidariedade humana e espiritual do Corpo de carne e místico de Cristo. ( Paulo VI)

“Ave Maria”. Quando Maria ouviu esta saudação do anjo Gabriel, imediatamente concebeu o Verbo de Deus. Agora, cada vez que uma boca humana Lhe repete estas palavras, Maria comove-se porque se lembra do momento que não teve igual nem no céu nem na terra inteira. – (Henri Lacordaire)

Maria, Vós sois a planta nova de quem recebemos a flor do Verbo encarnado, pois em Vós, terra prodigiosa, o Verbo foi semeado. Vós sois ao mesmo tempo a terra e a planta. – (Santa Catarina de Sena)

Salve, ó Mãe Santa! Tu geraste o rei que governa o céu e a terra nos séculos, cuja divindade e cujo domínio abraçam todas as coisas num espaço eterno e perduram sem fim. –( Célio Sedúlio)

2. Pelo seu consentimento a Virgem concebeu e, permanecendo Virgem, de à Luz o Salvador

Maria, estrada real para o Verbo encarnado, esposa fiel do amor eterno: tu és a montanha de Deus que se eleva sobre o cimo dos outros montes. – (Stefano De Fiores)

Maria revela-nos maternalmente as nossas misérias, mas ao mesmo tempo ensina-nos também o caminho da salvação, a integridade e a graça da vida cristã. – Paulo VI

Aonde a graça de Jesus chega para redimir, salvar, santificar, ela aí chega a
través do pulsar da maternidade mediadora de Maria. – (Cardeal Ballestrero).
Maria é o ponto de chegada da reconciliação de Deus com os homens, e por isso os anjos cantaram: “Glória a Deus no mais alto dos céus e paz aos homens na terra”. – (Severo de Antioquia)

Maria, Mãe do bom conselho, Mãe da unidade da Igreja, ajuda-nos a superar toda a divisão, para sermos, com humildade, servidores uns dos outros. – (Max Thurian)

Seja sempre louvada e bendita a bondade imensa do nosso Deus que nos deu uma Mãe tão maravilhosa e uma advogada tão cheia de ternura e de amor. – (Santo Afonso de Ligório)

Feliz e doce Mãe, Vós nos destes a flor do doce Jesus. E quando produziu o seu fruto esta doce flor? Quando foi enxertada na árvore da cruz, pois só então recebemos a vida perfeita. – (Santa Catarina de Sena)

O conhecimento de Maria ajuda-nos a entender melhor a Igreja: peregrina, com fé segura, mas em contínua e acurada procura. Em Nossa Senhora da Assunção realizou-se já o que a Igreja será no céu. – (Gabriel Amorth)

Gloria ao Pai …
Leitura do Evangelho são Lc. 1

Silêncio…

Oremos, irmãs com toda a confiança a Deus nosso Pai, por Jesus Cristo único Senhor e Mestre,
na unidade do Espírito Santo, para que nos ajude a viver com coerência, fidelidade e responsabilidade a missão que nos foi confiada pelo baptismo que recebemos, dizendo:

Senhor, ajudai-nos a cumprir a vossa vontade.

1. Pelo Papa, Bispos, Sacerdotes e Diáconos, para que, na fidelidade ao anúncio de Cristo, cumpram a vontade de Deus a seu respeito, oremos,

2. Pelos governantes das nações, para que exerçam os cargos para que foram eleitos com espírito de serviço à Comunidade, oremos

3. Por todos nós, os baptizados, para que dêmos verdadeiro testemunho de vida,
em responsabilidade e coerência, na total confiança do amor de Deus,oremos

4. Por todos aqueles que têm a seu cargo algum ministério na comunidade, para que o exerçam como serviço na fidelidade à vontade do Senhor, oremos,

5. O Virgem Maria, mãe da ternura, Rainha do acolhimento e da comunicação, Senhora do sim ao chamamento do Pai, Tu espelho fiel do rosto da ternura de Deus: Alcança-nos a graça de sermos Igreja do acolhimento, casa aberta para todos, Ajuda-nos a ser como Tu: acolhedores e testemunhas da ternura de Deus, atentos às necessidades dos irmãos, Generosos no sim à vocação a que o Senhor nos chama. Acompanha e guia a nossa vida e a nossa missão…

6. Mãe, hoje queremos agradecer-Te o teu Sim, à vontade do Pai. Guia-nos Mãe, ensina-nos a também dizermos sim, à vontade do Senhor, e a servirmos em humildade, na construção do Reino de Deus

Pai Nosso
Oração Final

Senhor, que nos permitistes reflectir na Vossa Palavra,
dai-nos fortaleza, fazei-nos solidários com todos os nossos irmãos,
e ajudai-nos a sermos fiéis, coerentes e responsáveis
na aceitação da vossa vontade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,
que é Deus convosco,
na unidade do Espírito Santo.
Amem!
(Ir. Ma. Mendes, SSpS)

sábado, 20 de março de 2010

SALMO JOVEM DE INTERIORIZAÇÁO (salmo138)



Senhor.

Tu me penetras até ao fundo e me conheces por dentro.
Eu sei: tu conheces-me quando não paro ou quando não sei que fazer.
Entendes as minhas ilusões e os meus desejos como se fossem teus.

Deixaste o teu rasto no meu caminho.
e,no meu descanso,sentaste-te ao meu lado;
apalpaste, um a um,todos os meus projectos.

Ouves o coraçao do homem submerso no silencio.
Quando não tem palavras para se abrir a ti.

E incrível: agarraste-me totalmente.
Cobres-me com atua mão e sinto-me teu.

Como grão de oreia no deserto,
Como gota de agua perdida no mar, assim me encontro perante ti.
Deus meu, quero abrir os meus braços e apertar-te.
Quero chegar a tua beira e nunca alcanço a tua terra.

Digo comigo sem encontrar resposta:
Onde irei sem que sinta o calor do teu sopro?
Digo comigo: onde me esconderei
Sem que me encontre com o teu olhar?

Quando faço a escalada da minha vida e me supero, ali estás tu;
Quando me canso no caminho e me sinto barro.
Ali, perdido na minha dor, encontro-te a ti.

Quandu as minhas asas te tornam liberdade sem frnteiras
E toco o despontar de algo novo;

Quando sulco os mares dos meus sonhos
e sacudo a areia pegadiça das minhas praias,
ali esta a tua mão,os teus olhos e a tua boca….
Ali, como Amigo fiel, de novo estás tu.

Se digo, cansado: que as trevas me cubram de negro
Como um guarda-chuvavelho e roto;
Esse digo, desanimado: que o dia se torne noite sobre mim.
E me envolva no seu manto, escondendo-me o caminho,
Nem as trevas, senhor, serão, escuras para ti,
E a noite, senhor, será clara como o dia.

És como o manancial donde nasce o rio,
Como raiz donde brota a arvore.
A tua vida fez-se vida nas minhas entranhas,
Deste-me a origem e queres que caminhe ate a meta que es so tu.

Sou teu: só o teu amor responde a minha pergunta.
Amavas-me quando me teceste no seio da minha mãe.
Dou-te graças, porque me chamaste a ser feliz.

Senhor, conheces-me até ao fundo da minha alma.
Nada te está oculto de quanto sou no mais provundo de mim mesmo.
Pergunto a mim próprio se a minha vida pode ter sentido.

Se faltas Tu.
Senhor, mesmo que a minha árvore fique sem folhas,
Mesmo que a poda mei deixe nu e só,
Mesmo que o frio aperte até me fazer chorar,
Senhor, na minha árvore, a minha folha serás sempre Tu.
Deus meu, sonda-me para conheceres o meu coração,

Põe-me á prova para conheceres os meus sentimentos,
Vê se o meu caminho se desvia ou se torna caminho de morte.

Guia-me pela camiho novo que abriste entre os homens.
Quero fazer dele um projecto para a minha vida,
e, passo, a passo desde o fundo do meu ser, viver para ti.