O Evangelho da Missa termina com o anúncio de que os Apóstolos deixariam Cristo só durante a Paixão. A Simão Pedro que, cheio de presunção, afirmava: eu darei a minha vida por ti, o Senhor respondeu: tu darás a tua vida por mim? Eu te asseguro que não cantará o galo, antes de me teres negado três vezes.Em poucos dias cumpriu-se a predição. Todavia, poucas horas antes, o Mestre tinha-lhes dado uma lição clara, preparando-os para os momentos de escuridão que se avizinhavam.Ocorreu no dia seguinte ao da entrada triunfal em Jerusalém. Jesus e os Apóstolos tinham saído muito cedo de Betânia e, com a pressa, talvez não tivessem comido nada. O caso é que, como relata São Marcos, o Senhor sentiu fome. Vendo ao longe uma figueira com folhas, foi ver se nela encontraria alguma coisa; mas, ao chegar junto dela, não encontrou senão folhas, pois não era tempo de figos. Disse então: «Nunca mais ninguém coma fruto de ti.» E os discípulos ouviram isto.Ao entardecer regressaram à aldeia. Devia ser já tarde avançada e não repararam na figueira amaldiçoada. Mas no dia seguinte, terça-feira, ao voltar de novo a Jerusalém, todos contemplaram aquela árvore, antes frondosa, que mostrava os ramos nus e secos. Pedro fê-lo notar a Jesus: «Olha, Mestre, a figueira que amaldiçoaste secou!» Jesus disse-lhes: «Tende fé em Deus. Em verdade vos digo, se alguém disser a este monte: 'Tira-te daí e lança-te ao mar', e não vacilar em seu coração, mas acreditar que o que diz se vai realizar, assim acontecerá.»Durante a sua vida pública, para realizar milagres, Jesus pedia uma só coisa: fé. Aos cegos que lhe suplicavam a cura, tinha-lhes perguntado: credes que posso fazer isso? – Sim, Senhor, responderam-lhe. Então tocou-lhes os olhos dizendo: que se faça em vós conforme a vossa fé. E abriram-se-lhes os olhos. E contam os Evangelhos que, em muitos lugares, não realizou prodígios, porque às pessoas lhes faltava fé.Também nós temos de nos interrogar: como é a nossa fé? Confiamos plenamente na palavra de Deus? Pedimos na oração o que necessitamos, seguros de o conseguir se é para nosso bem? Insistimos nas súplicas o que seja preciso, sem desfalecer?São Josemaria Escrivá comentava esta cena do Evangelho. «Jesus – escreve – aproxima-se de ti e aproxima-se de mim. Jesus tem fome e sede de almas. Do alto da cruz clamou: sitio!, tenho sede. Sede de nós, do nosso amor, das nossas almas e de todas as almas que lhe devemos levar pelo caminho da Cruz, que é o caminho da imortalidade e da glória do Céu.».Aproximou-se da figueira, não achando senão folhas (Mt 21, 19). É lamentável isto. É assim na nossa vida? Será que, tristemente, falta fé, vibração de humildade, será que não aparecem sacrifícios nem obras?Os discípulos maravilharam-se com o milagre, mas de nada lhes serviu: poucos dias depois negariam o seu Mestre. A fé deve informar a vida inteira. «Jesus Cristo estabelece esta condição», prossegue São Josemaria: «que vivamos da fé, porque depois seremos capazes de remover montanhas. E há tantas coisas a remover... no mundo e, antes de mais, no nosso coração. Tantos obstáculos à graça! Tenhamos, pois, fé. Fé com obras, fé com sacrifício, fé com humildade».
Maria, com a sua fé, tornou possível a obra da Redenção. João Paulo II afirma que no centro deste mistério, no mais vivo desta admiração de fé está Maria, Santa Mãe do Redentor (Redemptoris Mater, 51). Ela acompanha constantemente todos os homens pelos caminhos que conduzem à vida eterna. A Igreja, escreve o Papa, contempla Maria profundamente inserida na história da humanidade, na eterna vocação do homem segundo o desígnio providencial que Deus predispôs eternamente para ele; vê-a maternalmente presente e participante nos múltiplos e complexos problemas que acompanham hoje a vida dos indivíduos, das famílias e das nações; vê-a socorrendo o povo cristão na luta incessante entre o bem e o mal, para que "não caia" ou, se caiu, para que "se erga". (Redemptoris Mater, 52).Maria, Mãe nossa: alcança-nos com a tua intercessão poderosa uma fé sincera, uma esperança segura, um amor ardente.
sábado, 15 de março de 2008
SEGUNDA-FEIRA SANTA: JESUS EM BETÂNIA
Ontem recordámos a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém. A multidão dos discípulos e outras pessoas aclamaram-no como Messias e Rei de Israel. No fim do dia, cansado, voltou a Betânia, aldeia situada muito próximo da capital, onde costumava alojar-se nas suas visitas a Jerusalém.Ali, uma família amiga tinha sempre disponível um lugar para Ele e para os seus. Lázaro, a quem Jesus ressuscitou dos mortos, é o chefe da família; vivem com ele Marta e Maria, suas irmãs, que esperam cheias de entusiasmo a chegada do Mestre, contentes por poder oferecer-lhe os seus serviços.Nos últimos dias da sua vida na terra, Jesus passa longas horas em Jerusalém, dedicado a uma pregação intensíssima. À noite, recupera as forças em casa dos seus amigos. E em Betânia tem lugar um episódio recolhido pelo Evangelho da Missa de hoje.Seis dias antes da Páscoa – relata São João –, foi Jesus a Betânia. Ali lhe ofereceram uma ceia; Marta servia e Lázaro era um dos que estavam com Ele à mesa. Maria tomou então uma libra de perfume de nardo autêntico, muito caro, ungiu os pés de Jesus com ele e enxugou-os com os seus cabelos, e a casa encheu-se com a fragrância do perfume.Imediatamente salta à vista a generosidade desta mulher. Deseja manifestar o seu agradecimento ao Mestre, por ter devolvido a vida ao seu irmão e por tantos outros bens recebidos, e não repara em gastos. Judas, presente na cena, calcula exactamente o preço do perfume.Mas, em vez de louvar a delicadeza de Maria, entregou-se à crítica: por que não se vendeu este perfume por trezentos denários para dá-los aos pobres? Na realidade, como faz notar São João, não lhe importavam os pobres; interessava-lhe ter acesso ao dinheiro da bolsa e furtar o seu conteúdo.«Mas Jesus faz uma avaliação muito diferente», escreve João Paulo II. «sem nada tirar ao dever da caridade para com os necessitados, aos quais sempre se hão-de dedicar os discípulos – «Pobres, sempre os tereis convosco» –, Ele pensa no momento já próximo da sua morte e sepultura, considerando a unção que Lhe foi feita como uma antecipação daquelas honras de que continuará a ser digno o seu corpo mesmo depois da morte, porque indissoluvelmente ligado ao mistério da sua pessoa.» (Ecclesia de Eucharistia, 47).
Para ser verdadeira virtude, a caridade deve estar ordenada. E o primeiro lugar é de Deus: amarás ao Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma e com toda a tua mente. Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é como este: amarás o teu próximo como a ti mesmo.Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas. Por isso, equivocam-se os que – com a desculpa de aliviar as necessidades materiais dos homens – se desentendem das necessidades da Igreja e dos ministros sagrados. Escreve São Josemaria Escrivá: «aquela mulher que, em casa de Simão o leproso, em Betânia, unge com rico perfume a cabeça do Mestre, recorda-nos o dever de sermos magnânimos no culto de Deus.– Todo o luxo, majestade e beleza me parecem pouco.– E contra os que atacam a riqueza dos vasos sagrados, paramentos e retábulos, ouve-se o louvor de Jesus: "Opus enim bonum operata est in me" - uma boa obra fez para comigo.– uma boa obra foi feita comigo».Quantas pessoas se comportam como Judas! Vêem o bem que fazem outros, mas não querem reconhecê-lo: empenham-se em descobrir intenções torcidas, tendem a criticar, a murmurar, a fazer juízos temerários. Reduzem a caridade ao puramente material – dar umas moedas ao necessitado, talvez para tranquilizar a sua consciência – e esquecem que – como escreve também São Josemaria Escrivá – «a caridade cristã não se limita a socorrer o necessitado de bens económicos; leva-nos, antes de mais nada, a respeitar e a defender cada indivíduo enquanto tal, na sua intrínseca dignidade de homem e de filho do Criador.».A Virgem Maria entregou-se completamente ao Senhor e esteve sempre preocupada com os homens. Hoje pedimos-lhe que interceda por nós, para que, nas nossas vidas, o amor a Deus e o amor ao próximo se unam numa só coisa, como as duas faces de uma mesma moeda.
Para ser verdadeira virtude, a caridade deve estar ordenada. E o primeiro lugar é de Deus: amarás ao Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma e com toda a tua mente. Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é como este: amarás o teu próximo como a ti mesmo.Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas. Por isso, equivocam-se os que – com a desculpa de aliviar as necessidades materiais dos homens – se desentendem das necessidades da Igreja e dos ministros sagrados. Escreve São Josemaria Escrivá: «aquela mulher que, em casa de Simão o leproso, em Betânia, unge com rico perfume a cabeça do Mestre, recorda-nos o dever de sermos magnânimos no culto de Deus.– Todo o luxo, majestade e beleza me parecem pouco.– E contra os que atacam a riqueza dos vasos sagrados, paramentos e retábulos, ouve-se o louvor de Jesus: "Opus enim bonum operata est in me" - uma boa obra fez para comigo.– uma boa obra foi feita comigo».Quantas pessoas se comportam como Judas! Vêem o bem que fazem outros, mas não querem reconhecê-lo: empenham-se em descobrir intenções torcidas, tendem a criticar, a murmurar, a fazer juízos temerários. Reduzem a caridade ao puramente material – dar umas moedas ao necessitado, talvez para tranquilizar a sua consciência – e esquecem que – como escreve também São Josemaria Escrivá – «a caridade cristã não se limita a socorrer o necessitado de bens económicos; leva-nos, antes de mais nada, a respeitar e a defender cada indivíduo enquanto tal, na sua intrínseca dignidade de homem e de filho do Criador.».A Virgem Maria entregou-se completamente ao Senhor e esteve sempre preocupada com os homens. Hoje pedimos-lhe que interceda por nós, para que, nas nossas vidas, o amor a Deus e o amor ao próximo se unam numa só coisa, como as duas faces de uma mesma moeda.
DO DOMINGO DE RAMOS AO DOMINGO DE PÁSCOA
Meditações de D. Javier Echevarría sobre a Semana Santa.DOMINGO DE RAMOS: JESUS ENTRA EM JERUSALÉM Começa a Semana Santa e recordamos a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém. Escreve São Lucas. «Ao aproximar-se a Betfagé e a Betânia, junto ao monte chamado das Oliveiras, enviou dois dos seus discípulos dizendo-lhes: "Ide a essa aldeia que está em frente e, ao entrar, encontrareis um burrito atado que nunca ninguém montou. Soltai-o e trazei-o. Se alguém vos perguntar porque o soltais, dir-lhe-eis: o Senhor tem necessidade dele". Foram e encontraram tudo como o Senhor lhes tinha dito».Que pobre montada escolhe Nosso Senhor! Talvez nós, presunçosos, tivéssemos escolhido um brioso corcel. Mas Jesus não se guia por razões meramente humanas, mas por critérios divinos. «Isto sucedeu – anota São Mateus – para que se cumprissem as palavras do profeta: "Dizei à filha de Sião: eis que o teu rei vem a ti, manso e montado sobre um burro, num burrito, filho da que leva o jugo"».
Jesus Cristo, que é Deus, contenta-se com um burriquito por trono. Nós, que não somos nada, mostramo-nos muitas vezes vaidosos e soberbos: procuramos sobressair, chamar a atenção; tratamos de que os outros nos admirem e louvem. São Josemaria Escrivá, canonizado por João Paulo II há dois anos, ficou cativado com esta cena do Evangelho. Dizia de si mesmo que era um burrito sarnoso, que não valia nada; mas como a humildade é a verdade, reconhecia também que era depositário de muitos dons de Deus; especialmente, da tarefa de abrir caminhos divinos na terra, mostrando a milhões de homens e mulheres que podem ser santos no cumprimento do trabalho profissional e dos deveres ordinários.Jesus entra em Jerusalém sobre um burrico. Temos de tirar consequências desta cena. Cada cristão pode e deve converter-se em trono de Cristo. E aqui servem como anel ao dedo umas palavras de São Josemaria. «Se a condição para que Jesus reinasse na minha alma, na tua alma, fosse contar previamente em nós com um lugar perfeito, teríamos razão para desesperar. Jesus contenta-se com um pobre animal por trono. (...).Há centenas de animais mais formosos, mais hábeis e mais cruéis. Mas Cristo preferiu este para se apresentar como rei diante do povo que O aclamava, porque Jesus não sabe que fazer da astúcia calculadora, da crueldade dos corações frios, da formosura vistosa mas vã. Nosso Senhor ama a alegria dum coração moço, o passo simples, a voz sem falsete, os olhos limpos, o ouvido atento à sua palavra de carinho. E é assim que reina na alma.».
Deixemo-lo tomar posse dos nossos pensamentos, palavras e acções! Afastemos sobretudo o amor-próprio, que é o maior obstáculo ao reinado de Cristo! Sejamos humildes, sem nos apropriarmos de méritos que não são nossos. Imaginais o ridículo em que cairia o burrico, se se tivesse apropriado dos vivas e aplausos que as pessoas dirigiam ao Mestre?Comentando esta cena evangélica, João Paulo II recorda que Jesus não entendeu a sua existência terrena como procura do poder, como ânsia de êxito e de fazer carreira, ou como vontade de domínio sobre os outros. Pelo contrário, renunciou aos privilégios da sua igualdade com Deus, assumiu a condição de servo, fazendo-se semelhante aos homens, e obedeceu ao projecto do Pai até à morte na Cruz (Homilia, 8-IV-2001).O entusiasmo das pessoas não costuma ser duradoiro. Poucos dias depois, os que o tinham acolhido com vivas pedirão aos gritos a sua morte. E nós deixar-nos-emos levar por um entusiasmo passageiro? Se nestes dias notamos o movimento divino da graça de Deus, que passa por nós, demos-lhe lugar nas nossas almas. Estendamos no chão, mais que as palmas ou os ramos de oliveira, os nossos corações. Sejamos humildes. Sejamos mortificados. Sejamos compreensivos com os outros. Esta é a homenagem que Jesus espera de nós.A Semana Santa oferece-nos a oportunidade de reviver os momentos fundamentais da nossa Redenção. Mas não esqueçamos que – como escreve São Josemaria –, «para acompanhar Cristo na sua glória, no fim da Semana Santa, é necessário que penetremos antes no seu holocausto, e que nos sintamos uma só coisa com Ele, morto sobre o Calvário». Para isso, nada melhor que caminhar pela mão de Maria. Que Ela nos obtenha a graça de que estes dias deixem uma marca profunda nas nossas almas. Que sejam, para cada uma e cada um, ocasião de aprofundar no Amor de Deus, para assim o poder mostrar aos outros.
Jesus Cristo, que é Deus, contenta-se com um burriquito por trono. Nós, que não somos nada, mostramo-nos muitas vezes vaidosos e soberbos: procuramos sobressair, chamar a atenção; tratamos de que os outros nos admirem e louvem. São Josemaria Escrivá, canonizado por João Paulo II há dois anos, ficou cativado com esta cena do Evangelho. Dizia de si mesmo que era um burrito sarnoso, que não valia nada; mas como a humildade é a verdade, reconhecia também que era depositário de muitos dons de Deus; especialmente, da tarefa de abrir caminhos divinos na terra, mostrando a milhões de homens e mulheres que podem ser santos no cumprimento do trabalho profissional e dos deveres ordinários.Jesus entra em Jerusalém sobre um burrico. Temos de tirar consequências desta cena. Cada cristão pode e deve converter-se em trono de Cristo. E aqui servem como anel ao dedo umas palavras de São Josemaria. «Se a condição para que Jesus reinasse na minha alma, na tua alma, fosse contar previamente em nós com um lugar perfeito, teríamos razão para desesperar. Jesus contenta-se com um pobre animal por trono. (...).Há centenas de animais mais formosos, mais hábeis e mais cruéis. Mas Cristo preferiu este para se apresentar como rei diante do povo que O aclamava, porque Jesus não sabe que fazer da astúcia calculadora, da crueldade dos corações frios, da formosura vistosa mas vã. Nosso Senhor ama a alegria dum coração moço, o passo simples, a voz sem falsete, os olhos limpos, o ouvido atento à sua palavra de carinho. E é assim que reina na alma.».
Deixemo-lo tomar posse dos nossos pensamentos, palavras e acções! Afastemos sobretudo o amor-próprio, que é o maior obstáculo ao reinado de Cristo! Sejamos humildes, sem nos apropriarmos de méritos que não são nossos. Imaginais o ridículo em que cairia o burrico, se se tivesse apropriado dos vivas e aplausos que as pessoas dirigiam ao Mestre?Comentando esta cena evangélica, João Paulo II recorda que Jesus não entendeu a sua existência terrena como procura do poder, como ânsia de êxito e de fazer carreira, ou como vontade de domínio sobre os outros. Pelo contrário, renunciou aos privilégios da sua igualdade com Deus, assumiu a condição de servo, fazendo-se semelhante aos homens, e obedeceu ao projecto do Pai até à morte na Cruz (Homilia, 8-IV-2001).O entusiasmo das pessoas não costuma ser duradoiro. Poucos dias depois, os que o tinham acolhido com vivas pedirão aos gritos a sua morte. E nós deixar-nos-emos levar por um entusiasmo passageiro? Se nestes dias notamos o movimento divino da graça de Deus, que passa por nós, demos-lhe lugar nas nossas almas. Estendamos no chão, mais que as palmas ou os ramos de oliveira, os nossos corações. Sejamos humildes. Sejamos mortificados. Sejamos compreensivos com os outros. Esta é a homenagem que Jesus espera de nós.A Semana Santa oferece-nos a oportunidade de reviver os momentos fundamentais da nossa Redenção. Mas não esqueçamos que – como escreve São Josemaria –, «para acompanhar Cristo na sua glória, no fim da Semana Santa, é necessário que penetremos antes no seu holocausto, e que nos sintamos uma só coisa com Ele, morto sobre o Calvário». Para isso, nada melhor que caminhar pela mão de Maria. Que Ela nos obtenha a graça de que estes dias deixem uma marca profunda nas nossas almas. Que sejam, para cada uma e cada um, ocasião de aprofundar no Amor de Deus, para assim o poder mostrar aos outros.
MOVIMENTO DEI FOCOLARI ROCCA DI PAPA, 14.3.2008

Ao Centro da Obra
Ao Conselho geral
Ao Centro de Coordenação
Ao responsáveis da obra na região
Caríssimos focolarinos e focolarinas,
Esta noite, pouco depois das 2 horas, Chiara foi ao encontro do seu Esposo: Jesus Abandonado. Foi uma passagem suave, com a respiração cada vez mais fraca e lenta, até cessar. A sua última palavra foi um “sim” dirigido ao Peppuccio, que lhe dizia: “Estás para entrar no Seio do Pai e permanecer ali para sempre”.
Ao Conselho geral
Ao Centro de Coordenação
Ao responsáveis da obra na região
Caríssimos focolarinos e focolarinas,
Esta noite, pouco depois das 2 horas, Chiara foi ao encontro do seu Esposo: Jesus Abandonado. Foi uma passagem suave, com a respiração cada vez mais fraca e lenta, até cessar. A sua última palavra foi um “sim” dirigido ao Peppuccio, que lhe dizia: “Estás para entrar no Seio do Pai e permanecer ali para sempre”.
Ontem muitas pessoas puderam dizer-lhe pessoalmente o último adeus: os membros do Centro da Obra, os familiares, as pessoas que receberam a notícia...
Alguns agradeciam-lhe, outros ajoelhavam-se ou pediam para não serem esquecidos, outros punham em evidência algum aspeto do carisma que permanecerá na Igreja.
Um coro, no jardim, por baixo da sua janela, entoou canções do Movimento. Durante a noite uma pequena multidão, já não podendo visitá-la, permaneceu no jardim à volta da casa, rezando - “como aconteceu com o Papa” – diziam.
Agora queremos testemunhar o Ideal de Chiara, dizer com a nossa vida que acreditamos em Deus-Amor, que a sua vontade é uma vontade de Amor para Chiara, para cada um de nós, para a Obra.
Tenhamos Jesus no meio para que Ele nos ilumine em cada passo.
ELI
sexta-feira, 14 de março de 2008
Chiara Lubich
No one knew how everything would develop. It was revealed to us gradually, through circumstances and over time. Even the structure of the movement, more than being suggested to us by human ideas, was inspired by a charism that is a gift of God."—Chiara Lubich
founder of the Focolare Movement
In 1943, Chiara Lubich, 23, was working as an elementary school teacher in Trent, in northern Italy. She was registered in the faculty of Philosophy at the University of Venice.
In the midst of the destruction and violence of World War II, together with a small group of friends, she realized that God is the only ideal worth living for. God, whom she understood as being Love, would transform her existence and that of many others. He showed them the meaning of their lives: to work together for the fulfillment of Jesus’ prayer for unity: "Father, may they all be one." With time it became clear that God’s original plan was expressed in the words: to bring the human family together in unity. In little more than 50 years, from the experience of living the Gospel on a daily basis, a current of spirituality - the spirituality of unity - has come to life which has given rise to a movement of spiritual and social renewal of worldwide dimensions: The Focolare Movement.
1920 Chiara was born in Trent. During the period of Fascism her family experienced extreme poverty: her socialist father lost his job because of his political convictions. To support herself while studying Chiara gave private lessons.
December 7, 1943 Alone, she responded to the call to give her whole life to God.
May 13, 1944 A night of fierce bombing in Trent. Chiara’s house was among the many destroyed. As her relatives fled into the nearby mountains to seek refuge, she decided to stay in Trent with those who were already following her. Amid the ruins of the city, she met a woman who had lost her senses at seeing her four children dead. As Chiara comforted her she understood that she was being asked to embrace the suffering of humanity. It was among the poor of Trent that "the divine adventure," as Chiara has often called it, began. From this experience came the certainty that the Gospel, when it is put into action, gives rise to the most powerful of social revolutions: here are found the first indications of the Movement’s continual commitment at a social level.
1948 Chiara met Igino Giordani, statesman, member of parliament, writer, journalist, pioneer in the field of ecumenism, and father of four. The meeting took place in the Italian parliament. He became a co-founder of the Movement with Chiara because of his contribution to bringing about a social incarnation of the spirituality of unity which in time gave rise to the New Families Movement and the New Humanity Movement.
1949 Chiara met Pasquale Foresi, a young man who grew up in Catholic environments. Troubled by a profound inner searching, he felt an intense need to connect Gospel truths with his life in the Church.
He was the first focolarino to become a priest, ordained in 1954. Always at the side of the foundress, he contributed among other things to giving life to the Movement’s theological studies, to starting the Città Nuova Publishing House and to overseeing the building of Loppiano, the little town of the Movement near Florence, Italy. Throughout the Movement’s development, he has given a noteworthy contribution to concretizing its ecclesial and lay expressions. Along with Igino Giordani, he is considered to be a co-founder of the Movement.
1954 A meeting took place in Vigo di Fassa (near Trent) with refugees from the forced labor camps in Eastern Europe. The Focolare’s spirituality of unity began to influence individuals and groups in Soviet bloc countries.
1956 The Soviet invasion of Hungary. Faced with this dramatic development Chiara felt the urgent need to bring God back into society so that humanity could recognize him once again as its source of freedom and fraternity. This marks the birth of the "volunteers of God," dedicated people at work in the most diverse fields of action: from politics to economics, from art to education. They were to become the animators of the New Humanity Movement.
1959In Europe many of the wounds caused by the violence and hatred of World War II remained. At the Mariapolis (summer gathering of the Movement) in the Dolomite Mountains, Chiara addressed a group of politicians inviting them to go beyond the boundaries of their respective nations and to "love the nation of the other as you love your own." Internationality was soon to become the hallmark of the Movement which was growing rapidly first in Italy, then, beginning in 1952, throughout Europe, and in 1959 on other continents.
Little towns, starting with Loppiano in 1965, together with international meetings, and the use of the media contribute to the formation of people who live for the ideal of a united world.
1967In response to the growing crisis of the family in today’s society, Chiara founded the New Families Movement.
1968 Young people throughout the world are protesting. Beginning in 1966 Chiara Lubich had called on the Focolare youth to live according to the radicalism of the Gospel as an answer to the profound desire for change claimed by young people everywhere. The Gen Movement is born (New Generation). It would later give life to the wider "Youth for a United World" movement (1984).
1970 From the very beginning there have been younger teenagers and children who have made the spirituality of unity their own. The third generation of the Movement which would then become the backbone of the wider "Young for Unity" movement was born.
1977Chiara received the Templeton Prize for progress in religion. The presence of many representatives of other religions at the ceremony signalled the beginning of the Movement’s participation in interreligious dialogue.
1991 During a trip to Brazil, and as a response to the situation of those who live in sub-human conditions in the outskirts of big cities there, Chiara launched a new idea: the "Economy of Sharing in Freedom." This quickly developed in many countries involving hundreds of businesses and giving rise to a new economic system.
1995 Two recognitions which she received from the mayor and the bishop of her native Trent opened a phase of public life directly involving Chiara.
1996 An honorary Degree in Social Sciences from the Catholic University of Lublin, Poland. Professor Adam Biela spoke of her having brought about the "Copernican revolution in the Social Sciences." Since then she has received 12 honorary doctorate degrees in such disciplines as theology, philosophy, psychology, economics and social communications. These were conferred by religious and secular universities in the United States, the Philippines, Mexico, Brazil, Argentina, Italy and Poland.
1996"In an age when ethnic and religious differences too often lead to violent conflict, the expansion of the Focolare Movement has also contributed to a constructive dialogue between persons, generations, social classes and peoples." This is the motivation of the 1996 UNESCO Peace Education Prize, awarded to Chiara in Paris.
1997-99dialogue: Chiara has spoken on numerous occasions encouraging ecumenism, recently in Great Britain (West Yorkshire Ecumenical Council), Germany (Evangelical Church of Remembrance in Berlin) and Austria (Second European Ecumenical Assembly in Graz). Among other recognitions, she has been awarded with the Golden Cross of St. Augustine of Canterbury by Dr. George Carey, Primate of the Anglican Communion, and the Byzantine Cross by the Ecumenical Patriarch of Constantinople, Bartholomew I.
Chiara was the first Christian and the first lay person invited to communicate her spiritual experience to a group of 800 Buddhist monks and nuns in Thailand (January 1997). She has addressed 3,000 African American Muslims in the Malcolm Shabazz Mosque in Harlem, NY (May 1997), and the Jewish community in Buenos Aires (April 1998).
At the United Nations Headquarters in New York, she addressed a symposium entitled, "Toward a Unity of Nations and a Unity of Peoples."
In September 1998 in Strasbourg she received the European Prize for Human Rights awarded by the Council of Europe for her work "in defense of individual and social rights."
2000
Chiara returned to the United States to receive an honorary doctoral degree in Education from The Catholic University of America. A crowd of 4000 witnessed the event which took place in the Basilica of the National Shrine of the Immaculate Conception. “Our Movement and the stages of its development can be viewed as one continuous, extraordinary educational event,” Chiara said in her acceptance address.
On November 12, Chiara addressed a major interreligious event entitled “Faith Communities Together” which drew 7000 to the Washington Convention Center. Imam Warith Deen Mohammed, leader of the two million strong Muslim American Society (MAS), had asked Chiara to address the topic, “A Spirituality of Unity for the Harmonious Living of the Human Family.” William Cardinal Keeler, Archbishop of Baltimore, who has actively encouraged the development of the relationship between the Focolare and the MAS, presented to the assembly a message of greetings from Pope John Paul II expressed by Cardinal Sodano, the Vatican Secretary of State.
On the vigil of Pentecost 1998, during the meeting of ecclesial movements and new communities with Pope John Paul II, Chiara Lubich described the essence of that something new the Focolare offers. "Holy Father, you identified love as the ‘inspiring spark’ of all that is done under the name of Focolare, and it is really true. It is the driving force of our Movement. Being love and spreading love is our general aim. In fact, the Focolare Movement is called to bring an invasion of love into the world."
Morre Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares 14/03-05:25
Roma, 14 mar (EFE).- A italiana Chiara Lubich, fundadora e presidente do movimento católico dos Focolares, morreu hoje, aos 88 anos, em sua casa de Rocca di Papa, nos arredores de Roma.O Movimento dos Focolares anunciou em comunicado a morte de Lubich, que depois de ter ficado hospitalizada por alguns dias em Roma em função de uma insuficiência respiratória, decidiu nesta quinta-feira, por vontade própria, voltar para sua casa para passar seus últimos momentos ao lado da família e amigos.Este movimento ecumênico pertencente à Igreja Católica informou que vários líderes religiosos e políticos de todo o mundo estão enviando mensagens de condolências pela morte de Lubich.
O Papa Bento XVI enviou há alguns dias uma carta a Lubich, no período em que estava hospitalizada.
Chiara Lubich nasceu em Trento (norte da Itália) em 1920, e fundou o Movimento dos Focolares em 1943, com o propósito de "redescobrir os valores evangélicos" e a intenção de "reduzir as desigualdades".Atualmente, o Movimento dos Focolares está presente em 182 países, possui mais de 120 mil membros internos e mais de dois milhões de aderentes e simpatizantes. EFE ccg/mh
quinta-feira, 13 de março de 2008
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